Matrimônio Encontros de Preparação

Matrimônio: Encontros de preparação

Trata-se de uma proposta simples, onde não é necessário preparar palestras, slides, vídeos e outras apresentações.

O livro apresenta encontros pedagogicamente organizados para serem realizados em pequenos grupos, com aprofundamento nos temas.

Em cada encontro são propostas atividades a dois variadas como leituras, cruzadinhas, pesquisas e videos para que levam os noivos a boa reflexão sobre a decisão de contraírem o Matrimônio e suas responsabilidades.

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Aos noivos

Este é um material de apoio para a Preparação Próxima, uma das etapas da preparação para o Matrimônio, que deve ser um momento de reflexão profunda e de verdadeiro discernimento.

Organizem-se para que tenham tempo de ler, conversar e refletir durante as próximas semanas. A realização das atividades propostas é de grande valor para uma boa reflexão sobre os temas. Por isso, sempre serão convidados a realizarem atividades a dois.

Vocês serão acompanhados de outros casais de noivos ou namorados, e também dos casais acolhedores, que dedicam seu tempo, com experiência e carinho, a acolhê-los e ajudá-­los a construir uma casa sobre a “rocha”.

Aos agentes de preparação

Este livro foi construído a partir da vivência dos Encontros de Preparação para o Matrimônio na forma de acolhimento dos noivos. Esta modalidade, sob nosso ponto de vista, parece ser a mais próxima das recomendações da Mãe Igreja, que afirma que “serão necessários encontros frequentes, num clima de diálogo, de amizade, de oração, com a participação de pastores e de catequistas”.

Os temas seguem a proposta do Guia de Preparação para a Vida Matrimonial, publicado pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar CNPF/CNBB. Aqui abordamos os temas essenciais e, também, alguns opcionais.

A proposta é que este material favoreça a realização de encontros em um ambiente de simplicidade, mas com grande profundidade e comprometimento.

FAQ – Matrimônio: Encontros de Preparação

Qual a época ideal para os Encontros de Preparação para a Vida Matrimonial?

“A preparação dos que já formalizaram o noivado, quando a comunidade paroquial consegue acompanhá-los com bom período de antecipação, deve dar-lhes também a possibilidade de individuar incompatibilidades e riscos.” (AL209)

Os EPVM são parte do discernimento do casal e o ideal que o casamento seja marcado após a realização dos encontros que oferecem melhores resultados quando realizados no início do noivado ou até mesmo antes dele, quando o casal de namorados firmes planeja noivar. Contudo, não sendo possível desta forma, o recomendado é que se programem para encerrar os encontros com a antecedência mínima de seis meses da data do casamento

A equipe deve ser maior para atuar neste modelo de encontro?

Não acreditamos. A equipe pode ainda ser menor, pois um casal bem intencionado e de confiança do pároco já pode começar a acompanhar noivos, após um estudo do material e formação. Locais que não possuíam os “cursos de noivos”por não terem equipes de agentes, poderão oferecer os encontros por acolhimento com alguns casais dispostos a acolher os noivos

Os conteúdos do livro são direcionados somente para os noivos que não moram juntos. E para aqueles que já coabitam?

Os conteúdos constituem a base mínima de catequese para toda e qualquer pessoa que planeja assumir o Matrimônio. Os documentos do Magistério da Igreja não apontam diferenças de conteúdos para as diferentes situações dos noivos. Pode ser que os casais que coabitam há anos tenham vivência e opiniões formadas sobre alguns temas, especialmente sobre diálogo, educação de filhos etc. Mas é sempre válido ter uma partilha sobre todos os temas e tocar nos assuntos mostrando as recomendações da Igreja, que muitas vezes lhes faltam.

Em nosso grupo não temos instrutores do Método de Ovulação Billings e nem mesmo pessoas que o utilizam (ou utilizaram). Como poderemos ensinar este método?

Um ponto de grande importância é ter a consciência de que os Encontros de Noivos não são o lugar para se “ensinar” o Método de Ovulação Billings e nem qualquer outro método. A orientação da Igreja se concentra em dois pontos: (1) nos fundamentos de se utilizar um método natural por ser o caminho de harmonia do casal com a Criação e isto envolve um conteúdo teológico, mesmo que simples, que sustenta a moralidade dos meios naturais e a imoralidade de qualquer método artificial; (2) uma vez despertada a consciência dos noivos, lhes devem ser indicados grupos da paróquia ou diocese que possam acompanhar e ensinar um método natural, seja o MOB ou qualquer outro de certificado valor científico. O tema sobre os métodos naturais está escrito de forma a ser uma partilha onde mesmo quem não viveu ou não vive um método natural, ou até mesmo um sacerdote ou religioso(a), pode apresentar a orientação da Igreja. Não recomendamos que os encontros sejam terceirizados com “especialistas” no tema, pois todo agente de catequese matrimonial (encontros de noivos) precisa ter conhecimento mínimo dos temas. Além disso, inserir outras pessoas neste ou naquele encontro pode ser uma barreira à liberdade de expressão, ao vínculo que vai sendo criado no decorrer dos encontros.

Podemos dividir os temas do livro entre casais que dominem temas específicos?

O ideal é que os encontros aconteçam sempre com o mesmo grupo, não havendo rodízio. Os agentes de preparação para a vida matrimonial devem trabalhar com todos os temas, isto favorece também a criação de vínculo e o desenvolvimento de boas amizades que permite aprofundamento das partilhas e verdadeiro discernimento vocacional. Não há necessidade de termos casais “experts” em alguns temas, pois o objetivo é que casais que vivam o Matrimônio partilhem suas vidas e o conteúdo necessário fica garantido através da leitura do livro nas reuniões e realização das tarefas pelos noivos.

Este método é possível a todas as realidades paroquiais? Não seria somente para paróquias com uma equipe de agentes mais numerosa?

Acreditamos que o modelo de encontros feitos em encontros frequentes seja, de fato, o caminho para realizar uma verdadeira catequese pré-matrimonial.
Contudo, sabemos que há realidades mais desafiadoras que outras, embora estejamos convictos de que a Igreja não recomenda algo impossível. A adequação da estrutura pode ser um processo lento a depender de resistências, inércias ou também de equalização de variáveis específicas. Nestes casos, que não pode ser resultado de comodismo, pode ser necessário manter por certo tempo a estrutura de palestras condensadas em poucos dias, como único recurso de preparação para o Matrimônio, como um estado de exceção diante das claras recomendações da Igreja. Conhecemos muitas dioceses e paróquias, sejam metrópoles, sejam cidades pequenas e até mesmo comunidades rurais a centenas de quilômetros da matriz que conseguem ofertar os encontros, pois basta que haja um casal comprometido disposto a atender noivos e a preparação pode acontecer.

Tenho ainda uma dúvida em como viabilizar o encontro 11 que trata da reunião com o sacerdote. Não ficou muito claro se seria no momento da entrevista para a formação do processo de Habilitação Matrimonial ou seria uma reunião do grupo todo com o pároco para uma reflexão.

A sugestão para o Encontro 11 é um momento do sacerdote, preferencialmente o pároco, com os noivos e suas famílias, para que ele faça uma breve palestra com o tema que achar mais pertinente (ou que a equipe sugerir tendo em vista que já perceberam onde se necessitar reforçar com os noivos). A ideia é oportunizar que o padre esteja no processo, pois às vezes ele fica distante e nem conhece os noivos que fizeram a preparação. E assim, ao final fazem um lanche, conversam etc. Em vários locais isso tem funcionado bem. Comento que a entrevista é parte da preparação imediata, a etapa seguinte à preparação próxima e seria algo reservado, difícil de fazer neste momento. E, geralmente, acontece com o padre assistente do Matrimônio, que nem sempre é o pároco da paróquia onde os noivos fazem a preparação.

Como fazer várias reuniões com os casais que moram em cidades diferentes?

Havendo a devida antecipação, é possível que sejam marcados encontros com eles com maiores espaços de tempo, mesmo que sejam de várias semanas, coincidindo com as datas nais quais o casal se encontra. Esta é mais uma questão de organização da pastoral que se preocupa e se esforça para acompanhar cada casal, num tratamento mais personalizado. Contudo, outras estratégias como a realização de mais de um tema por encontro são de definição da equipe. Mas não podemos esquecer que o fato de se fazer um tema por encontro e haver espaço de no mínimo uma semana entre os encontros têm objetivos claros, como o discernimento e criação de vínculo entre agentes e noivos

Qual a época ideal para que os noivos participem dos encontros?

 

Os encontros devem ajudar os noivos a optarem livre e conscientemente pelo sacramento do Matrimônio ou tomarem a decisão de adiar ou romper o relacionamento, caso concluam não estarem preparados ou não ser esta a vocação de um dos noivos ou mesmo do casal. Esse objetivo fica comprometido quando os noivos frequentam os encontros em data próxima ao casamento, ainda que os encontros sejam profundos e de grande reflexão. Tanto a capacidade de reflexão do casal quanto a eventual ruptura de um relacionamento se tornam mais difíceis com a proximidade da data da celebração. O Papa Francisco, na Amoris Laetitia, nos orienta que a antecipação da preparação favorece o casal na identificação de incompatibilidades e riscos ao Matrimônio:

“A preparação dos que já formalizaram o noivado, quando a comunidade paroquial consegue acompanhá-los com bom período de antecipação, deve dar-lhes também a possibilidade de individuar incompatibilidades e riscos.” (AL209)

Os encontros são parte do discernimento do casal e o ideal que o casamento seja marcado após a realização dos encontros que oferecem melhores resultados quando realizados no início do noivado ou até mesmo antes dele, quando o casal de namorados firmes planeja noivar. Contudo, não sendo possível desta forma, o recomendado é que se programem para encerrar os encontros com a antecedência mínima de seis meses da data do casamento.

É preciso organizar grupos separados para noivos que coabitam (amasiados ou casados somente no civil) e noivos que não coabitam?

Não acreditamos que seja necessário e citamos dois motivos.
Um motivo é que os grupos mistos são ricos em partilhas. Algumas pessoas pensam que os casais que coabitam podem influenciar os noivos jovens a fazerem primeiro a experiência da coabitação. Mas isto fica garantido pela doutrina do material que não condena que viveu ou vive assim, mas não deixa de mostrar o plano de Deus que passa pelo noivado casto como discernimento para o Matrimônio. Em vários temas, os casais que coabitam há anos podem auxiliar os mais jovens e, por outro lado, os jovens que vivem a castidade podem mostrar que isso não é utopia, mas real possibilidade.
O segundo motivo é que temos a tentação em fazer grupos e grupos. Primeiro dividimos os casais que coabitam dos que não coabitam. Depois vamos separar os que coabitam sem filhos e os que possuem filhos. Depois vamos separar os que têm filhos adultos dos que têm filhos crianças etc. A fragmentação não terminaria nunca.

Se a orientação é que os encontros sejam feitos no início do noivado ou até mesmo durante um namoro firme, qual deve ser a validade do certificado?

Não encontramos significado para tal validade quando um casal frequenta os encontros e se mantém unidos na caminhada para o Matrimônio. De forma objetiva, o casal que segue o noivado após ter realizado os EPVM demonstra ter alcançado os objetivos, ainda que o noivado se estenda por alguns anos. E, considerando que a antecipação é ponto importante para a eficácia dos encontros, sugerimos que não haja validade para o certificado emitido pelas equipes de preparação. De modo complementar, procure-se oferecer momentos de reflexão e formação, mesmo que em forma de palestras, para todos os casais de namorados e noivos, que podem ser frequentados por todos, tenham ou não já participado dos EPVM. Além disso, nos meses ou semanas que antecedem o casamento, deve ser ofertada a Preparação Imediata, conforme nos orienta os documentos pontifícios e que pode ser conhecida nos outros subsídios da CNPF.

Qual o perfil adequado para que alguém seja um agente de preparação para o Matrimônio?

Como perfil sugerido, a depender das orientações do pároco, entendemos que podem e devem colaborar os casais unidos pelo sacramento do Matrimônio, mas também os solteiros e os religiosos consagrados, bem como os viúvos. Estes, especialmente, já viveram o Matrimônio e podem dar grandes contribuições. De forma geral precisam amar a Igreja e valorizar o sacramento do Matrimônio.

Os agentes devem ser, sobretudo, fiéis católicos que saibam ser enviados pela Igreja e “sejam pessoas de doutrina segura e fidelidade indiscutível ao Magistério da Igreja” (Preparação para o Sacramento do Matrimônio, Pontifício Conselho para a Família, 1996, parágrafo 43).

Os agentes não são, necessariamente, membros da Pastoral Familiar. Podem ser membros dos diversos movimentos e serviços, bem como leigos, sacerdotes e religiosos de institutos, congregações e de novas comunidades ou também leigos engajados na vida paroquial que se disponham a servir a Igreja neste trabalho pastoral.

E os casais que coabitam (vivem juntos e constituem famílias), também podem fazer os encontros de preparação para a vida matrimonial?

Não só podem, como precisam. Quando a Igreja fala em se preparar para a vida matrimonial, não faz distinção entre os casais que moram e os que não moram juntos, do ponto de vista de catequese para o discernimento e preparação para o Matrimônio. De fato, todos estão na condição de noivos.
O fato de viverem em união de fato ou possuírem o casamento civil, por si só, não reduz a necessidade de uma aprofundada catequese matrimonial que lhes ofereça conteúdo para reflexão e discernimento aprofundados. Neste aspecto, as celebrações comunitárias ou coletivas do Matrimônio, que oferecem excelentes oportunidades de regularização da vida sacramental, se destacam positivamente por flexibilizar e favorecer em diversos aspectos, mas não devem constituir, por via de regra, caminhos de flexibilização de uma preparação aprofundada como orienta a Igreja. Em alguns casos é realidade que os casais coabitantes podem ser dispensados de preparação, mas isto depende de seguro discernimento pastoral, do pároco ou da pessoa encarregada do acompanhamento destes casais.

Após avaliar o encontro 5 percebi que para viver a fé no dia a dia da família é necessário ter anunciado o Amor de Deus, a boa nova que é Jesus e seu projeto de salvação

Também estamos inteiramente de acordo da necessidade de anunciar (e testemunhar) o Amor de Deus através do querigma. Assim, acreditamos também que seja possível incluir encontros ou em uma parceria com a equipe de catequese de adultos ou movimentos e serviços de casais/famílias em que os noivos sejam convidados para participar.Quando as dioceses conseguirem avançar para além dos 11 encontros pensando em formação de um ano inteiro, será possível contemplar outras dimensões da catequese matrimonial

Textos Complentares

Texto complementar nº 1

Papa em Assis: “Jovens, não tenham medo de fazer escolhas definitivas na vida” O Papa Francisco encontrou-se com os jovens da Úmbria, na tarde desta sexta-feira, na praça adjacente à Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. Antes, porém, fez uma oração...
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Texto complementar nº 2

Papa Francisco: “viver juntos é uma arte” Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fasci­nante. Ele não termina quando vos conquistastes um ao outro… Pelo contrário, é precisamente neste momento que ele tem iní­cio! Este caminho de cada dia...
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Texto complementar nº 3

Papa Francisco: o estilo da celebração do Matrimônio “Santidade, ao longo destes meses estamos fazendo muitos preparativos para as nossas núpcias. Pode dar­-nos alguns con­selhos para celebrar bem o nosso casamento?” “Fazei com que se trate de uma festa verdadeira...
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Texto complementar nº 4

Homilia do Papa Francisco na missa da Jornada das Famílias,em 27/10/2013 (Leituras da missa: 1ª Leitura: Eclo 35,15b-17,20-22a; 2a Lei­tura: 2Tm 4,6–8,16-18; Evangelho: Lc 18,9-14.) As leituras deste domingo nos convidam a meditar sobre algu­ mas características...
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Texto complementar nº 5

Quando o casal perde o desejo: motivo de alarme? A intimidade física é a doação total de si e a culminação de uma união vivida no dia a dia A atriz italiana Cristiana Capotondi revelou, em entrevista re­cente, que renunciou durante um ano, junto com seu...
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Texto complementar nº 6

Francisco evidencia a importância das famílias numerosas Uma esperança para a sociedade “Num mundo marcado pelo egoísmo, a família numerosa é uma escola de solidariedade e partilha; e depois estas atitudes beneficiam toda a sociedade”. Convicto disto, o Papa...
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Texto complementar nº 7

Quais as vantagens de utilizar os métodos naturais? Permitem que a mulher e o marido aprendam como o sistema reprodutivo dela funciona, podendo-­se detectar problemas de saúde. Respeitam a vida no seu início e em todas as etapas de seu desenvolvimento, promovendo...
Leia mais

Texto complementar nº 8

A missão de educar os filhos O pai e a mãe são representantes de Deus na vida dos filhos; por isso têm autoridade sobre eles. Então, é vontade do Senhor que estes cumpram muito bem a missão de educá-­los para a sociedade e para o céu. O Catecismo da Igreja...
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Eu e meu esposo somos da equipe de formação. A aceitação foi muito boa, recebemos vários elogios. Este novo formato de preparação permite que os noivos tenham maior aprendizado e participação.

Giovani e Luciana

Autor, Jaraguá do Sul (SC)

O método é ótimo, além do correto ensinamento os noivos, também temos a oportunidade de melhorarmos a cada dia pois aprendemos muito. O curso despertou em nós a vontade de termos mais filhos.

Jucielli Wille

Autora, Diocese de Joinville (SC)

“Não basta um rápido “Curso de noivos”, ao qual muitos vão obrigados, apenas para casar-se na Igreja. É preciso uma preparação seria e mais profunda. É isso o livro propõe.”

Prof. Felipe Aquino

Escritor, Canção Nova

Este livro é fruto de um longo trabalho, da experiência adquirida em conversas quinzenais sobre a temática de conteúdo de ajuda aos noivos que se preparam para o casamento.

Dom Célio de Oliveira

Bispo de São João del-Rei

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