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“Jovens, não tenham medo de fazer escolhas definitivas na vida”

Assis (RV). O Papa Francisco encontrou­-se com os jovens da Úmbria, na tarde desta sexta-­feira, na praça adjacente à Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. Antes, porém, fez uma oração na Porciúncula, igreja localizada dentro dessa basílica, onde São Francisco fundou a Ordem Franciscana e faleceu em 1226.Assis (RV). O Papa Francisco encontrou­-se com os jovens da Úmbria, na tarde desta sexta-­feira, na praça adjacente à Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. Antes, porém, fez uma oração na Porciúncula, igreja localizada dentro dessa basílica, onde São Francisco fundou a Ordem Franciscana e faleceu em 1226.

Cerca de 40 mil jovens participaram do encontro com o Papa Francisco. Durante o encontro, o Santo Padre respondeu as per­guntas de alguns jovens. O que é o Matrimônio? Esta primeira pergunta foi feita por um casal jovem. “Um testemunho bonito! Dois jovens que escolheram e decidiram, com alegria e coragem, formar uma família. É preciso ter coragem para formar uma fa­mília”, disse o papa. A seguir, o pontífice respondeu a pergunta dizendo: “É uma verdadeira vocação, assim como o sacerdócio e a vida religiosa. Dois cristãos que se casam reconheceram em sua história de amor o chamado do Senhor, a vocação a se tor­narem de dois, homem e mulher, uma só carne, uma só vida. O sacramento do Matrimônio envolve esse amor com a graça de Deus, enraíza essa união no próprio Deus.

“Os nossos pais, avós e bisavós se casaram em condições muito piores do que a nossa. Alguns em tempo de guerra ou de­pois da guerra e outros imigraram como os meus pais. Onde en­contraram a força? Na certeza de que o Senhor estava com eles, de que a família é abençoada por Deus com o sacramento do Matrimônio e bendita é a missão de dar à luz filhos e educá-los”, disse o Papa Francisco.

O Santo Padre frisou que “para construir bem, de maneira só­lida, é necessária essa base moral e espiritual, e hoje esta base não é mais garantida pelas famílias e pela tradição social”.

“A sociedade em que vocês nasceram favorece os direitos in­dividuais, em vez da família, e muitas vezes fala sobre o relacio­namento de casal, família e Matrimônio de maneira superficial e equivoca. É a cultura do provisório. Basta assistir a determinados programas de televisão”, sublinhou o pontífice.

O papa destacou que o Espírito Santo suscita sempre novas respostas às novas exigências e por isso se multiplicaram na Igreja encontros para namorados, cursos de preparação ao Ma­trimônio, grupos de casais jovens nas paróquias, movimentos fa­miliares e outros. “Eles são uma imensa riqueza! São pontos de referência para TODOS: jovens em busca, casais em crise, pais em dificuldades com seus filhos e vice-versa. A fantasia do Espírito é infinita e muito concreta”, disse o Santo Padre.

Francisco convidou a não ter medo de fazer escolhas defini­tivas na vida, como o Matrimônio. “Confiem no Senhor e deixem que ele entre em suas casas como uma pessoa da família. A família é a vocação que Deus inscreveu na natureza do homem e da mulher”, sublinhou o pontífice, destacando outra voca­ção complementar ao Matrimônio: o chamado ao celibato e à virgindade para o Reino dos Céus. “É a vocação que o próprio Jesus viveu. Como reconhecê-­la? Como segui-­la?”

O papa respondeu essa segunda pergunta com dois elemen­tos essenciais: “Rezar e caminhar na Igreja. Essas duas coisas caminham juntas, são interligadas. Na origem de toda vocação à vida consagrada existe sempre uma forte experiência de Deus, uma experiência de que nunca se esquece. É Deus quem chama. Por isso, é importante ter uma relação cotidiana com ele. Aqui em Assis, não há necessidade de palavras! Francisco e Clara falam através de seu carisma a tantos jovens do mundo inteiro. Jovens que deixam tudo para seguir Jesus no caminho do Evangelho”.

Da palavra Evangelho, o Santo Padre respondeu as duas úl­timas perguntas feitas pelos jovens: “O que podemos fazer?”, pergunta que diz respeito ao compromisso social nesse período de crise que ameaça a esperança, e “Qual pode ser a nossa con­tribuição?”, pergunta que diz respeito à evangelização, levar a mensagem de Jesus aos outros.

Francisco disse que “o Evangelho não diz respeito somente à religião, mas ao ser humano como um todo, ao mundo, à socie­dade e civilização humana. O Evangelho é mensagem de salva­ção de Deus para a humanidade”.

O pontífice sublinhou que o Evangelho tem dois destinos que estão relacionados: “O primeiro, despertar a fé, e isso é a evan­gelização. O segundo, transformar o mundo segundo o desígnio de Deus, e essa é a animação cristã da sociedade. Essas duas coisas não caminham separadas, mas formam uma única mis­são: levar o Evangelho com o testemunho de nossas vidas trans­forma o mundo. Este é o caminho”.

O Santo Padre destacou que São Francisco fez as duas coisas com a força do Evangelho. “Francisco fez aumentar a fé, reno­vou a Igreja e ao mesmo tempo renovou a sociedade, tornando­ ­a mais fraterna, mas sempre com o Evangelho”, disse ainda o pontífice.

O Papa Francisco convidou os jovens da Úmbria a seguirem o exemplo de São Francisco de Assis, testemunhando a fé com suas vidas e servindo a Cristo nos pobres.

FONTE:<http://www.news.va/pt/news/papa-em-assis-jovens-nao-tenham- medo-de-fazer-esco>.